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segunda-feira, 10 de junho de 2013

POESIA DE AUGUSTOS DOS ANJOS

 
VOZ HUMANA


Uma voz. Duas vozes. Outras vozes.
Milhões de vozes. Cosmopolitismos.
Gritos de feras em paroxismos,
Uivando subjugadas e ferozes.

É a voz humana em intérminas nevroses,
Seja nas concepções dos ateísmos,
Ou mesmo vinculada a gnosticismos
Nos singultos preagônicos, atrozes.

É nessa eterna súplica angustiada
Que eu vejo a dor em gozos, insaciada,
Nutrir-se de famélicos prazeres.

A dor, que gargalhando em nossas dores,
E a obreira que tece os esplendores
Da evolução onímoda dos seres.

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